segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Este é o tipo de justiça social que Serra faz?

Enquanto ainda chovem propagandas do governo do Estado de SP até na Bahia, estado e município (governados por PSDB e DEM, respectivamente), juntos, devem 30 bilhões de reais aos contribuintes. São os precatórios. Existem milhares de pessoas necessitando deste dinheiro que são destinados a propaganda.

Em 2009, foram gastos 293 milhões de reais em publicidade oficial; [dados do Orçamento, extraidos do site Brasil Confidencial]

E são pessoas que precisam deste dinheiro, e não “viúvinhas do precatório”, como designou o secretário de Kassab.

Este é o tipo de justiça social que Serra faz.

Quem nos garante que ele não privatizará também o Pré Sal e a Petrobrás?


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SERRA ASSINOU DECRETO QUE PRIVATIZOU VALE:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 8.031, de abril de 1990,

DECRETA:

Art. 1º Fica incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND), para os fins da Lei nº 8.031, de 12 de abril de 1990, a Companhia Vale do Rio Doce -(CVRD).
Art. 2º As ações representativas das participações acionárias na sociedade referida no artigo anterior, de propriedade da União e das entidades da Administração Pública Federal indireta abrangidas pelo Decreto nº 1.068, de 2 de março de 1994, deverão ser depositados no Fundo Nacional de Desestatização – (FND), no prazo máximo de cinco dias, contados da data de publicação deste Decreto.
Art. 3º Fica a CVRD dispensada de observar o disposto no § 1º , alínea d, do art. 54 do Decreto nº 1.204, de 29 de julho de 1994, no que diz respeito à elebração ou repactuação de contratos de financiamentos ou de acordos comerciais por prazo superior a três meses.
Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 1º de junho de 1995; 174º da Independência e 107º da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Raimundo Brito
José Serra

Se você quiser conferir o link, ele pode ser acessado no site do governo federal.
O candidato tucano também defendeu em entrevista a revista Veja a privatização da empresa petrolífera argentina. Ou seja, a Petrobras deles. Veja o fac-simile da revista.
O Serra pode até não gostar desse seu passado privatista, mas não pode dizer que isso é crítica pessoal ou que seja algo que não tenha relação com o debate político. A dica foi do Dr. Rosinha, deputado federal pelo PT-PR.

domingo, 10 de outubro de 2010

Debate mostrou que Dilma está mais preparada para governar o Brasil

O debate de hoje ilustrou bem quem é o mais preparado para administrar o Brasil e expôs com clareza que eleição não é disputa de currículos, e sim, uma escolha de qual modelo o Brasil prefere. O modelo de FHC x o modelo do governo Lula – que levou ao Brasil a um patamar nunca antes visto.

No debate, Serra fugiu, mentiu e mostrou – se infinitivamente inferior a nossa candidata, que o alertou sobre a campanha caluniosa:

“Você tem de ter cuidado para não ter mil caras, Serra, porque a última mentira e calúnia contra mim ocorreu no caso em que vocês diziam que a minha campanha tinha aberto sigilo. Hoje você é réu em crime de calúnia e difamação. Você está dando os primeiros passos na questão da ficha limpa”.

"A única coisa que seu vice, Índio da Costa, faz é criar e organizar grupos para me atingir até com questões religiosas, num país que é conhecido por sua tolerância”, lamentou.

Dilma repudiou também a declaração de Mônica Serra, que afirmou que a Dilma era a favor de “matar criancinhas”:

“Acho gravíssima a frase da sua senhora. O Brasil está habituado com o processo de tolerância, em que árabes e israelenses sentam à mesma mesa. Este país não tem ódio religioso, nem étnico, nem cultural. Evangélicos e católicos estudam nas mesmas escolas. Repudio esta campanha que está sendo feita.”

Durante todo o debate, a nossa militância participou ativamente pelo twitter. Para saber mais, acesse:

www.twitter.com/dilmanarede

Quem compara, vota Dilma!

Recomeça hoje a propaganda eleitoral gratuita por rádio e televisão através da qual os candidatos Dilma Rousseff, das forças democráticas e populares, e o conservador José Serra, apoiado pela direita neoliberal, irão expor o que pretendem fazer na direção do país a partir do dia 1º de janeiro de 2011.

O eleitor precisa ficar esperto pois a direita vai fazer um grande esforço para desviar sua atenção das questões reais, insistindo em temas importantes mas laterais. Eles vão tentar de tudo para evitar a comparação entre os programas que os candidatos defendem e as realizações do governo Lula com o fracasso do governo de Fernando Henrique Cardoso, que teve José Serra como um de seus principais ministros.

O eleitor precisa fazer a comparação. Poderá ver, assim, que só há uma chance do Brasil continuar a avançar e a vida do povo melhorar: eleger Dilma Rousseff para a Presidência da República.

Algumas comparações já se tornaram comuns. Por exemplo, em oito anos de governo, Lula criou mais de 14 milhões de empregos com carteira assinada; nos oito anos de Fernando Henrique Cardoso, o saldo final não chegou a 800 mil. FHC deixou um salário mínimo que mal dava para comprar uma cesta básica. Com Lula, seu poder de compra mais que dobrou e hoje ele pode comprar duas cestas básicas e ainda sobra algum dinheiro. Quer dizer, o valor real do salário mínimo mais que dobrou.

Há outras comparações. Por exemplo: FHC deixou o Brasil de joelhos perante o FMI e os países ricos. Com Lula foi o contrário: o Brasil livrou-se do FMI, ficou em pé e avançou; hoje, é credor daquela instituição que, durante décadas infelicitou a vida dos brasileiros com o apoio de governos conservadores e neoliberais como o de FHC, e de José Serra, que foi seu ministro.

Fernando Henrique Cardoso, que teve José Serra como um ministro que tinha o apoio da Febraban, a entidade nacional dos banqueiros, privatizou estatais que tinham papel importante no desenvolvimento nacional. Elas foram entregues para o grande capital, principalmente estrangeiro.

Aquele governo não investiu um único centavo em saneamento nem na produção de energia elétrica, levando o país ao apagão de 2001. Desmontou os órgãos de governo, enfraquecendo o estado e causando enormes prejuízos para os brasileiros nas áreas da saúde, educação, moradia, infraestrutura, etc.

Hoje, estes mesmos conservadores se apresentam como campeões da defesa da vida e da infância. Mas, no governo, o que fizeram? Quem examinar a situação da educação no estado de São Paulo, que os tucanos (e José Serra) governam há 16 anos, verá o descalabro que desmente as palavras bonitas que agora falam na propaganda política.

Os que agora falam em defesa da infância transformaram as escolas paulistas em verdadeiros depósitos onde as crianças convivem com o escândalo da aprovação automática, passando de ano muitas vezes sem saber nem ler. Onde muitas vezes são humilhadas e ofendidas por professores mal formados que, principalmente nos bairros pobres, tratam crianças e adolescentes como se fossem meliantes. Onde os professores têm salários tão baixos e regimes de trabalho tão precários que não conseguem dedicar-se integralmente ao ensino e precisam encontrar outras atividades para complementar suas rendas. Isto é respeito à vida e à infância?

A hipocrisia da oposição neoliberal e da mídia acumula acusações contra membros do governo. Mas há uma pergunta no ar: qual governo enfrentou corretamente estas acusações, muitas vezes caluniosas?

Mais: com Lula, a Polícia Federal não teve obstáculos “de cima” para cumprir suas obrigações e realizou mais de mil operações. Com FHC, foram somente 28 operações em oito anos, pois o governo não a deixava agir. Naquela época o atual vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, foi alvo de denúncias gravíssimas. Em agosto de 2000 a revista Isto É acusou o então poderoso secretário geral do presidente Fernando Henrique Cardoso,de ter criado uma “gigantesca teia de influência” que incluia a “nomeação de funcionários de alto escalão no próprio Executivo, passando por dirigentes de empresas estatais, bancos e seguradoras federais, fundos de pensão, lideranças governistas no Legislativo e juízes”, e de ter nomeado seus nove irmãos, familiares e empresários que apoiavam o “projeto tucano de ficar 20 anos no poder”. As denúncias nunca foram apuradas.

Com Lula é diferente. Funcionários e ministros acusados de irregularidas são afastados de suas funções para que a investigação possa ser feita e as culpas apuradas e punidas.

São comparações que precisam ser feitas. O eleitor precisa avaliar os programas da candidata das forças democráticas e populares, Dilma Rousseff, com o catecismo neoliberal que o tucano José Serra pretende implantar para levar novamente o país ao atraso e à estagnação. Precisa comprar o que estas forças fizeram quando estiveram na Presidência da República e em governos estaduais. Precisa fazer uma avaliação realista das diferenças entre os mandatos de Lula e de FHC. Precisa comparar como era sua vida até 2002, durante o governo de FHC, e como ela melhorou com os avanços conquistados sob Lula.

E quem comparar vai ajudar seus familiares e amigos a compreenderem que o que está em jogo nesta eleição não são palavras bonitas, mas coisas concretas como emprego com carteira assinada, melhores salários, crescimento econômico, soberania nacional, investimentos para o país avançar e a vida do povo melhorar. Depois disso, diante da urna, não terá dúvida: vai votar em Dilma Rousseff para presidente.

Vermelho

Suplicy visita cracolândia e conversa com viciados; veja

 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Maria Conceição Tavares, economista renomada, explica porque está com Dilma

Tucanos usam a morte do Soldado Mário Kosel Filho para fins eleitoreiros

Tucanos usam a morte do Soldado Mário Kosel Filho para fins eleitoreiros

Tucanos usam a morte do Soldado Mário Kosel Filho para fins eleitoreiros

O e-mail

Há dias recebi um e-mail ligando o assassinato do Soldado Mário Kosel Filho à ex-ministra Dilma Rousseff. O texto do e-mail trazia uma série de inconsistências e de início nem dei tanta importância assim para as informações. Ontem resolvi digitar ao acaso o nome “Mário Kosel Filho” e “Dilma Rousseff” no Google e encontrei 62.000 resultados, a maioria validando ou simplesmente copiando o mesmo e-mail.

Os fatos

De acordo com o site da Associação dos Oficiais da Reserva do Exército do Rio de Janeiro, Mário Kosel Filho nasceu em 06 de julho de 1949 em São Paulo. Mário era filho de Mário Kosel, gerente da Fiação Campo Belo e Therezinha Vera Kosel. Mário, ou Kuka, como era conhecido, era um rapaz profundamente católico e participava do Grupo Juventude, Amor e Fraternidade, na igreja de Nossa Senhora Aparecida na Avenida Indianópolis. O símbolo da igreja era um violão, idéia de Kuka.

Serviço Militar

Aos 18 anos Kuka se alista no Exército. É designado para o IV Regimento de Infantaria, Regimento Raposo Tavares em Quitaúna.

Na noite de 26 de junho de 1968, Mário e outros recrutas estavam nas guaritas do Quartel General do II Exército. A maioria daqueles recrutas possuía apenas 6 meses de instrução e serviço militar obrigatório. Notem: apenas 6 meses! Em plena Ditadura Militar e a 6 meses do AI 5,  um dos mais importantes centros de inteligência do Exército brasileiro era protegido apenas por recrutas com 18 anos cada e 6 meses de experiência militar, uma tremenda irresponsabilidade. Devemos lembrar que o Serviço Militar aqui no país é OBRIGATÓRIO, em outras palavras, não havia muita escolha para Mário Kosel Filho, senão estar ali naquela noite.

A situação nos quartéis era de insegurança desde que os militares depuseram o presidente João Goulart em 1964. Havia muitos ataques a quartéis, alvos preferenciais das ações de guerrilha. Ainda sim, o “brilhante” Exército Brasileiro decidiu escalar um bando de recrutas novatos para proteger o QG.

O Ataque

Era uma madrugada fria e havia pouca visibilidade. Em um ataque-surpresa, um grupo de 10 guerrilheiros da VPR, ainda de acordo com o “e-mail revelador”, invadiu o quartel com uma camionete Chevrolet cheia de dinamite, com o objetivo de conseguir o maior número possível de vítimas (uma camionete com 10 guerrilheiros mais a dinamite, devia ter o tamanho de um microônibus). Oficialmente a VPR, Vanguarda Revolucionária Popular foi oficialmente criada apenas 1 ano depois do ataque (a primeira inconsistência).

O motorista da camionete bateu em um poste. Mário foi verificar se havia alguém ferido no veículo quando uma “bomba com alto poder destrutivo” (algumas versões do e-mail falam em 50 quilos de dinamite) explodiu. Mário Kosel Filho morreu vítima do ataque (não vamos esquecer dos 10 guerrilheiros + 50 quilos de dinamite em uma camionete, imaginem o tamanho de veículo para caber todo mundo).

Não cabe aqui apontar quem estava certo ou errado. A verdade é que os militares e os insurgentes choram seus mortos até os dias de hoje e clamam por justiça. Independentemente do Golpe Militar e da perda de direitos civis com os sucessivos “Atos Institucionais”, a morte daquele jovem de apenas 18 anos é lamentável!

Usar a morte de um inocente para fins eleitoreiros

O site da Associação dos Oficiais da Reserva do Exército do Rio de Janeiro conta até aqui mais ou menos a mesma história do e-mail. Porém, os militares da reserva JAMAIS citam o nome de Dilma Rousseff. No e-mail, a ex-ministra de Lula estava em um segundo carro próximo ao ataque, portanto, Dilma é diretamente responsável pela morte de Mário Kosel Filho, afirma com todas as letras o e-mail.

As incoerências

- Número 1: como já citado, a camionete + 10 integrantes + 50 quilos de dinamite, algo inconsistente até para uma Pajero dos dias atuais.

- Número 2: A revista VEJA (uma publicação que, como todos nós sabemos, não “morre de amores” nem por Lula, Dilma ou o PT) na matéria O cérebro do roubo ao cofre isenta textualmente Dilma Rousseff das operações de campo: “A Dilma era tão importante que não podia ir para a linha de frente. Ela tinha tanta informação que sua prisão colocaria em risco toda a organização. Era o cérebro da ação”, diz o ex-sargento e ex-guerrilheiro Darcy Rodrigues.

- Número 3: Como afirma o Site Uol ao narrar a biografia de Dilma, a VPR, Vanguarda Popular Revolucionário, uma organização nascida da divisão da antiga VAR-Palmares, surgiu apenas em 1969, apenas 1 ano depois da morte de Mário Kosel Filho. Dilma ficou na VAR-Palmares, mais ligada a trabalhos de base. Lamarca foi para a VPR, adepta de ações de guerrilha. Em 1968 Dilma pertencia à Colina, Comando da Libertação Nacional.

O outro lado

É interessante a postura dos demotucanos em relação ao passado militante de Dilma. Mais uma vez, a oposição usa a tática do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” e esquece que alguns dos seus também participaram da luta clandestina contra a Ditadura. Entre eles:

- Fernando Gabeira (PV), o eterno amigo de Serra e sua turma e candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Durante os anos de chumbo, Gabeira participou em conjunto com o MR8 do seqüestro do embaixador estadunidense Charles Elbrick;

- Aloysio Nunes Ferreira Filho, candidato ao Senado pelo PSDB de São Paulo. Aloysio participou da luta armada e foi motorista do famoso guerrilheiro Carlos Marighella em diversas atividades clandestinas;

- José Chirico Serra – candidato à presidência da República pela coligação DEM-PSDB. Ajudou a fundar e participou da Ação Popular (AP), uma das tantas organizações clandestinas do período. Em 1966 uma bomba da AP explodiu no saguão do Aeroporto dos Guararapes, em Recife (PE). O atentado matou duas pessoas e feriu 15. Entre os mortos, Edson Régis de Carvalho, Secretário de Governo de Pernambuco na época.

Fonte: Seja Dita a Verdade.net